A casa-de-banho feminina
Muitos homens poderão ainda questionar-se sobre o que se passa afinal no mundo da casa-de-banho feminina. Vou então tentar desmistificar algumas questões.
1. Ir à casa-de-banho aos pares.
Isto dá muito jeito por diversas razões. Ao contrário dos homens, mijar contra uma parede através do buraco da berguilha não é uma opção para nós. Como tal, a casa de banho das mulheres não é um mero sítio de passagem... Levar uma amiga connosco pode ser útil para conversar enquanto esperamos a nossa vez (o que pode variar entre os 2 e os 15 minutos, em média), para nos facultar um lençinho quando não há papel higiénico, ou para nos segurar uma porta que não tranque, impedindo que as outras meninas presentes vejam a nossa triste figura ao tentar fazer um xixi certeiro sem nos sentarmos no rebordo da sanita.
2. Demorar uma eternidade.
Ir à casa de banho não é uma prova simples, mas uma espécie de pentatlo, com diversas e complexas fases. Em primeiro lugar, e como já se disse, há que esperar... Tirando as centenas de retretes que existem no Colombo, é raro entrar numa casa de banho de mulheres e não ter de esperar. Após entrar na respectiva "casinha", há que fazer uma série de verificações importantes: puxaram o autoclismo? é possível ver o fundo da sanita ou algo indesejado tapa a vista? existem resíduos duvidosos no espaço? Se o nível higiénico for alto (ou médio, quando a vontade aperta a sério), então procede-se à realização do objectivo principal. Tal poderá demorar, dependendo da tal pontaria. De seguida, dirigimo-nos (pelo menos a maior parte de nós, espero) ao lavatório. A lavagem das mãos é rápida, mas se lá encontrarmos um espelho o tempo de permanência aumenta consideravelmente: Ajeita-se o cabelo, verifica-se a maquilhagem, puxa-se o soutien até ficar no ponto, verifica-se o estado dos collants, aprecia-se como fica a toilette e se devíamos ter vestido outra coisa, e se estiver pouca gente ainda há tempo para um ou dois olhares sedutores para reforçar a auto-confiança.
3. WC discoteca
As casas de banho das discotecas são um caso à parte, onde o tempo de espera se pode mesmo tornar interessante. Com o álcool a fazer efeito, o cenário pode ficar muito bizarro. Assiste-se a vómitos descontrolados, olhares vazios contra a parede, flatulências ocasionais nas "casinhas", discussões, provocações, choros e até um ou outro casal em actividades menos próprias nos cubículos apertados. Tudo à mistura, com as vozes, os risos e os choros a atropelarem-se. E muito se fala de homens nas casas de banho públicas... especialmente quando se sai à noite... "Ele foi um cabrão, foi para a cama com A e namorava com B", "ontem comi C, o gajo é muita bom", "achas que ele gosta de mim?", "ele encornou-me", etc etc etc. É claro que também se fala de raparigas, mas só se elas não estiverem presentes .
4. Cocó
Não pensem que são só os homens de barba rija que, com a companhia da sua MaxMen, conseguem produzir um odor digno de evacuação do prédio após 15 minutos de trabalho na retrete. Sim meus senhores, até as raparigas mais bonitas e sensuais têm uma diarreira ocasional, e se aliviam em casas de banho públicas, impestando o local horas seguintes. Nestes casos, só resta às seguintes rezar para que o autoclismo já tenha sido puxado, e desejar rapidamente um nariz entupido.

1 Bitaites:
Não esquecer que as meninas também peidam!!!
;)
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